Menu
 
 
5) Grupos em formação - quinta reunião

5º Encontro - ACOLHIDA E ORAÇÃO INICIAL (para todos os dias)

Animador: A JOVEM GERAÇÃO NOS INTERPELA (Será preciso que a oração pelos jovens ocupe um lugar importante) Eis aqui o essencial da carta de um casal, recebida no dia 26 de janeiro[1970]: “...O jantar transcorria como tantos outros: G...(rapaz de 18 anos) estava calado; L...(garota de 19), de bom humor. Enquanto o primogênito, H...(21 anos), dialogava distraidamente com seu pai sobre a situação econômica, ignoro que imponderável razão me fazia pressentir que aquele jantar seria diferente dos demais. Era bem depois de meia-noite quando nos separamos, depois de uma conversa às vezes dolorosa, apaixonante ou séria. E todos nós consideramos natural a proposta de G..., de concluir com um Pai Nosso aquela noite, que permanecerá em nossa memória como um dos momentos mais notáveis de nossa vida de família. O tema, ou mais precisamente, o ponto de partida daquela conversação foi o suicídio de dois colegiais que, com quatro dias de intervalo, haviam impregnado suas roupas de gasolina e acendido fogo na presença de seus companheiros.

Leitor 1: No caderno de um deles, daquele que a imprensa nos diz ser cristão militante, estava anotado o motivo do gesto: “Ofereço-me pra resgatar as faltas cometidas em Biafra”. O outro deixou escrita uma carta: “Não podia me adaptar a este mundo...”. E, algumas linhas depois, ele escreveu esta frase desconcertante: “Torna-se difícil crer em Deus...!”. Estávamos longe de pensar que esses dois suicídios – cujo relato tinha lido no jornal, como um fato entre tantos, o confesso envergonhado – tinham repercutido a tal ponto na alma de nossos filhos. Suas reações foram vivas, variadas, incertas, contraditórias. Porém, duas delas sobressaiam: uma admiração (não digo aprovação) pelos dois estudantes e uma adesão profunda a essa expressão de que “Não podia me adaptar a este mundo...”. Conversamos, longamente, meu marido e eu, antes de dormir.

Leitor 2: Nunca, como naquele dia, tínhamo-nos dado conta de nossa responsabilidade de adultos ante esses jovens, cristãos ou não, que não conseguem se adaptar ao mundo que lhes oferecemos. Desde que recebi esta carta, fiquei sabendo que, em muitos outros lares, o terrível acontecimento foi objeto de conversas familiares, por vezes até violentos. E adivinho facilmente que entre vocês, mais de um pai e de uma mãe devem ter sentido um calafrio, ao escutar o relato desses gestos desesperados. Que pai pode dizer que a seus filhos esta tentação não ameaça? Depois dos acidentes nas estradas, dizem que o suicídio é o motivo que provoca mais mortes entre jovens de 15 a 25 anos. (E quantos suicídios falham!). Sei do terrível significado, lacônico e pudico, da expressão “morto(a) acidentalmente”, que acompanha o anúncio do falecimento de um filho ou de uma filha. Restava rezar, o que era insuficiente, mas necessário. Assim termina o artigo de um e nossos mais afamados jornalistas em um semanário muito pouco “católico”. Resta rezar...E é aqui que penso, será preciso que a oração pelos jovens ocupe um lugar importante. Oração veemente de adultos que se sentem solidários pelo mundo, em que os jovens se sentem asfixiados.

Leitor 3: Alguns rapazes de 11 a 18 anos acreditam que são necessários certos gestos, e que estes devem ser públicos. Por que alguns pais não proclamam também, de sua parte, por meio de um gesto público, que rejeitam a barbárie de nossa civilização, a destruição dos inocentes em seu corpo e em sua alma (penso especialmente na maré de erotismo), que desejam trabalhar na transformação da sociedade com algo mais que discursos? Sei perfeitamente que vocês se sentem terrivelmente impotentes, diante dessas montanhas que precisamos levantar, o que é razão mais que suficiente para pedir a Deus que intervenha “com sua mão poderosa e seus potentes braços”. De qualquer forma, é intolerável que não exista outra saída para os jovens, que o aburguesamento ou o desespero. Editorial escrito por Padre Henri Caffarel, março /70

Animador: Vamos partilhar o que sabemos a respeito deste tema: Quais as formas de morte nós vemos acontecer em nosso mundo? Partilha e reflexão: Você acha que o envolvimento com drogas é uma forma de suicídio?

Gesto concreto (ação a ser feita durante um período): - Cada pessoa deve identificar, pessoalmente, que tipo de drogas nos leva à morte e procurar evitar que isso aconteça, consigo mesmo e com pessoas próximas. - Convidar mais uma pessoa para participar dos encontros;

ORAÇÃO FINAL(todos os encontros): OS DEZ MANDAMENTOS DA SERENIDADE

 
 
 
O AMOR É MAIOR QUE TUDO
Rua Argentina 395 - SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
Fone 17.3225.2731 - E-mail: adair@oamoremaiorquetudo.com.br
 
 
Design & Hosting: Maxmedia Internet